|
|
|

| |
Editorial
Por Eduardo Viotti |

Doce vida esta nossa. Como de costume degustamos uma generosa quantidade de garrafas, nessa edição foram quase 200, e escrevemos sobre nossa grande paixão: o vinho!
Tantas e quantas vezes não ouvimos, por vezes com um certo desdém, o quão prazerosa e divertida é a nossa profissão. Confessamos, em parte todos aqueles que afirmam isso estão cobertos de razão. Por outro lado, estar do lado de cá, preenchendo essas páginas antes brancas, além de algumas dolorosas noites de fechamento, é missão da mais alta responsabilidade e que tentamos cumprir seguindo um dos preceitos maiores do jornalismo: a isenção e credibilidade da informação. Por esse motivo todas as nossas degustações são feitas às cegas, por um grupo eclético mas de experimentados degustadores, e com a apuração das notas sendo feitas imediatamente após o término das degustações, permitindo assim que todos conheçam as médias finais, que deverão ser mantidas em segredo até a publicação da revista.
Isso nos permite constatar, sem medo de errar, a grande e consistente evolução dos espumantes nacionais e indicar os melhores entre 73 deles, segundo o gosto médio de nosso grupo de avaliadores. Nos habilita também a afirmar que, independente de gostos pessoais ou preconceitos arraigados, e após provar 72 rosés elaborados nas mais diversas partes do mundo, que os rosados estão cada dia melhores e rapidamente apagam a imagem de sub-produto que os acompanhava. E, para arrematar uma edição tão rica em sabores e aromas, nada como uma seleção de 23 grandes vinhos fortificados da Argentina, Espanha, França, Brasil e, é claro, Portugal.
Quando escrevemos essas linhas, em geral as últimas grafadas em cada edição, a constatação é a mesma: deu trabalho, sim, mas com um enorme prazer!
Edições anteriores
|
|